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terça-feira, 15 de março de 2011

LDL é o mau colesterol??


Pessoal, rápida gravação a respeito da LDL a partir de questionamento feito por uma de nossas clientes. Me perdoem o audio, especialmente no fim da gravação pois fui carinhosamente interrompido por meus filhos, e a prioridade é sempre para eles.

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Alimento que substitui medicamento!!

O tratamento do excesso de colesterol e de doenças arteriais tem se utilizado vultosamente de drogas que agem na LDL e no HDL. Ano passado foi estudada uma nova droga, batizada de ITX5061, que apresentava capacidade de aumentar as concentrações de HDL e apoA-1, por um mecanismo de ação de inibir o SR-B1, que é o receptor de remoção hepático do tipo 1 de retira HDL da circulação, reduzindo-o. Logo inibindo o SR-B1, aumentaria HDL. Só que o que vejo de mais importante, é que esta droga (ITX5061) também já era conhecida como inibidora do p58 MAPK, um derivado de proteína responsável por estimular a angiogênese, com proliferação de células musculares lisas, favorecendo a formação d e placa aterosclerótica, rigidez dos vasos, dificuldade na circulação, e por consequencia aumento no risco de infarto e AVC. E aí vem a parte nutricional: um potente inibidor da mesma p58 MAPK é a uva, com seus inúmeros compostos fenólicos. Logo, posso imaginar que suco de uva pode também inibir a SR-B1, provacando aumento de HDL, um potente fator protetor cardiovascular.

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Síndrome de Gilbert e LDL

Minha colega Glaucia fez um comentário na postagem anterior sobre esse tema. Realmente tenho lido algumas coisas desse tema pois pacientes com Síndrome de Gilbert (SG) fazem parte de um grupo muito interessante. A sindrome de Gilbert é caracterizada por apresentar elevações nas concentrações de bilirrubina, que é pigmento da bile, ou seja, existe ligeiro aumento das concentraçõs de bile na corrente sanguinea (icterícia)). Em geral, a bilirrubina que mais aumenta é a indireta ou a não conjugada. Isto ocorre pela incapacidade de conjugação da bile que é feita com o ácido glicurônico, geneticamente reduzido em paciente com a Sindrome, ou reduzida por efeitos ambientais, como jejum prolongado, exercícios físicos extenuantes, menstruação ou após a utilização de alguns medicamentos. O ácido glicurônico é formado bioquimicamente na via das pentose-fosfato, que por sua vez é estimulado pelos carboidratos, especialmente glicose e frutose. Além disso, são fundamentais neste processo as vitaminas do complexo B. Um aspecto importante dos paciente com a SG é que eles apresentam baixos niveis de LDL, e isto ocorre segundo a literatura pela baixissima capacidade de oxidação das membranas destas particulas, o que faz com que estes pacientes tenham baixo risco cardiovascular. Há dois trabalhos do ano passado que confirmam bem isso. A oxidação da LDL se dá em 3 fases e a 3º fase é chamada de fase Lag (lê-se leg). Nesta fase, a oxidação depende da presença de antioxidantes lipossolúveis, especialmente vitamina E na particula e da ação da enzimas antioxidantes. E é aqui que aparece parte da explicação para os baixos niveis de LDL e altos niveis de HDL em pacientes com SG. Como a bilirrubina não é conjugada e ela vem da hemólise (destruição das hemácias no sangue), existe um aumento na liberação do ferro da hemoglobina presente nas hemácias, o que força o corpo a produzir maior quantidade de enzimas antioxidantes para prevenir a oxidação exercida pela ferro na reação de Fenton. Esse aumento no aporte antioxidante reduziria também a oxidação da LDL, não só por ação do ferro mas inibindo também a oxidação pelo cobre (reação de haber-weiss). LDL quando não está oxidada, é rapidamente retirada da corrente sanguine e seus níveis no sangue reduzem. O que não posso afirmar é se pelos niveis muito baixos de LDL nestes pacientes, eles apresentariam maior risco de câncer. Ainda não li nada a respeito mas como nutricionista, diria que é bom ficar atento.

Artigos citados é só clicar:
Primeiro
Segundo

terça-feira, 27 de outubro de 2009

LDL faz bem!!

Mais uma vez venho fazer esta afirmação, e não estou sozinho nela. Tenho feito buscas sistemáticas na literatura por ser um assunto que gosto muito e que envolve milhões de pessoas. Um trabalho de 2007 por exemplo mostrou que LDL muito baixo aumenta o risco de sepse, febre e canceres hematológicos. MAs este foi apenas um artigo, mas o mais convincente na literatura é uma metaanálise que observou 23 estudos de pessoas em uso de estatinas. Estatinas fazem parte da classe dos medicamentos para tratamento da hipercolesterolemia por inibir a enzima hepática HMG CoA redutase, mas seus efeitos colaterais sem sido vastamente estudados, mas infelizmente por motivos conhecidos, não são divulgados. Neste trabalho que cito, fica clara a relação entre os níveis muito baixos de LDL e câncer, por alteração de enzimas hepáticas, ou seja, pessoas que tem LDL muito baixo podem apresentar redução de fatores protetores contra câncer. Um trabalho mais novo deste ano, também mostra isso, mas em pacientes diabéticos com LDL muito baixo e com alto risco de câncer. Minha visão atual, o problema é o excesso de LDL na circulação, o tempo que estas partículas permanecem ns circulação, o quanto são modificadas na sua estrutura de membrana, e no conteúdo interno. Nuticionalmente podemos modular todos esses aspectos. Quem tem acompanhado os cursos que ministro observa bem estes detalhes. Clicando aqui vc observa outra postagem sobre LDL e câncer.

terça-feira, 21 de julho de 2009

Nova fonte de ômega-3. Óleo de camelina!!


O óleo de camelina é extraído da planta (na verdade uma flor) chamada camelina sativa. Colega português me disse que é conhecida em alguns lugares como falso linho ou gergelim alemão. Ela pertence à famosa família das Brassicas (termo correto é Brassicaceae), que inclui a couve manteiga, couve de bruxelas, repolho, mostarda, brócolis, couve flor, alcachofra, entre outras. Seu conteúdo de ácidos graxos é de cerca de 35% de ALA (alfa linolênico - w3) e média de 20% de LA (linoleico - w6), criando assim uma excelente relação de cerca de 1,7:1 de w3:w6. Outro dado importante é que assim como a linhaça, o abacate, o açaí, é uma excelente fonte de tocoferóis (vitaminas E), portanto de alto poder antioxidante. Já há trabalhos usando o óleo de camelina com cerca de 33ml ao dia por 6 semanas, demonstrando a mesma eficácia (ou melhor) em reduzir o LDL-colesterol (comparado com óleo de oliva e linhaça) em individuos hipercolesterolêmicos. Além disso, alguns trabalhos mostram ação antioxidante e de melhora da visão. Em época de alto consumo de fontes de ômega-6 e poucas fontes de ômega-3, esta parece ser uma boa notícia.

Detalhe: conheci hoje esta planta e suas propriedades, mas as imagens que encontrei lembram muito uma erva daninha muito comum lá na chácara. Será que temos isto facilmente no Brasil?

sábado, 28 de fevereiro de 2009

LDL é bom demais


Sou contra a visão pessimista em relação ao LDL. Aliás, sou categórico em dizer que NÃO existe coleterol bom ou ruim. Vejamos: a LDL transporta essencialmente colesterol para o cérebro para formação da bainha de mielina, fundamental para a memória do adolescente que estuda para o vestibular e do adulto que estuda para o concurso. É a LDL que leva o colesterol para virar testosterona para o amadurecimento sexual do adolescente e da capacidade reprodutiva do adulto. É a LDL que leva colesterol para as membranas da epiderme para virar vitamina D, fundamental para o crescimento do adolescente e para evitar a hipertensão no adulto. E por ai vai.
Não deixe o seu colesterol se oxidar ou ser oxidado, isto sim funciona.

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

LDL é bom para câncer de mama

Quem acompanha o blog e atende pacientes de meia idade, com certeza tem observado número acentuado de mulheres com câncer de mama. Dados do INCA do ano passado mostram que esta foi a forma mais prevalente de câncer nas mulheres. Tenho tentado ler trabalhos que forneçam alternativas para reduzir este problema de saúde pública. Um trabalho muito interessante feito em 2005 (Haiguo Sun et al) mostrou que uso de óleo de peixe foi capaz de modular a ação de uma proteoglicana chamada syndecan-1 (SDC-1) que age inibindo o crescimento de células tumorigênicas na mama e também induzindo estas células à apoptose (salientar que isto aconteceu em nível de transcrição gênica - RNAm). Outro fator bem interessante é que o estudo revelou que os ácidos EPA e DHA são encaminhados para as células da mama via LDL, e que é esta lipoproteína a principal responsável pelo estímulo da SDC-1. Isto nos faz novamente pensar no uso abusivo das estatinas, que promovem redução drástica das LDL (além da Coenzima Q10), e das mulheres que reduzem o consumo calórico e de gordura de forma muito rigorosa, levando à perda de peso excessivo, parada de menstruação, e níveis de LDL, que pelo menos eu já encontrei em pacientes, de 70mg/dl, 50mg/dl, e até um pouco menos (relato por alguns alunos meus de pós). Enfim, cada vez recomendo mais o consumo de peixes, vários da costa brasileira são ricos em EPA e DHA, e nos precursores fontes de alfa-linolênico, como a linhaça (essa o verdadeiro BB que deve ser valorizado - Boa e Barata). Aliás, em algumas mulheres já tive muito sucesso de sumir com nódulos mamários com ômega-3 + vitamina E, tomado com sucos de vitamina C.



Forte abraço a todas e a todos.