sexta-feira, 27 de novembro de 2009

ANIVERSÁRIO DE 1 ANO!!!

É com grande satisfação que anuncio o aniversário de 1 ano do blog. Em 25 de novembro de ano passado começei a postar e a contar o número de visitas, e hoje temos mais de 67 mil acessos, um número bastante interessante, sinal de que o blog deve estar contribuindo com o aprendizado de seus seguidores e visitantes.

Para comemorar, fiz uma aula especial de anemia e que posto aqui.

Meu muito obrigado, que Deus me dê disposição e tempo para que sigamos por mais 1 ano. Quero que um dia meus filhos possam ver este trabalho interessante de ensino a distância e compartilhamento da ciência da nutricão.

Forte abraço a todos.

HEnrique video

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Câncer no Brasil 2010

Pessoal, o último relatório do Ministério da Saúde sobre câncer no Brasil, com estimativas para 2010 já está disponível. Para baixar, clique aqui.

Importante: Das 5 formas mais prevalentes em homens e mulheres, todas são preveníveis e/ou tratáveis e/ou induzidos por componentes nutricionais: Prostata (licopeno, selenio, ômega-3, chá verde, churrasco, abacate), pulmão (vitamina C e A), boca, estômago e intestino (chá verde, sal, disbiose intestinal, constipação, temperatura dos alimentos e bebidas). Mama (linhaça, peixes, soja, chá verde, tocoferois), colo do útero, intestino, pulmão e estômago (idem).

Chá verde, linhaça e óleo de peixe

A revista Journal of Cardiovascular Pharmacology deste mês de novembro tráz 3 belas revisões sobre o uso da linhaça, o uso do óleo de peixe e o uso do chá verde. De quebra, ainda há uma pesquisa sobre a ação do ácido lipóico. No trabalho de linhaça (flaxseed) vc vai observar sobre a diferença entre o óleo e a semente de linhaça e seus vários componentes; no do óleo de peixe (fish oil) você poderá ver a recomendação atual para ingestão deste óleo; e no do chá verde (green tea) vc verá que ele realmente é efetivo para reduzir a oxidação da LDL e reduzir a progressão da placa aterosclerótica; no caso do trabalho do ácido lipóico (Alpha-lipoic Acid), o leitor poderá observar sua excelente capacidade antioxidante, com ação comprovada no retardo do envelhecimento dos vasos, tratamento do diabetes e da hipertensão arterial.

Para abrir a página da revista e ler os resumos destes trabalhos, clique aqui.

Boa leitura.

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Chá verde e pressão arterial

Ultimas palestras que ministrei em BH este fim de semana, houve a pergunta, que é corriqueira se chá verde aumenta a pressão arterial. A pergunta novamente deve ser feita de forma individual, não se chá verde aumenta a pressão, mas se chá verde aumenta a pressão de determinado paciente, porque existem pessoas mais ou menos sensíveis à presença de cafeína. É verdade, chá verde tem cafeina mas tem muito mais polifenóis. E são esses polinfenóis que tem se mostrado promissores nas doenças cardiovasculares, inclusive hipertensão. Trabalhos tem mostrado a capacidade da camelia sinensis em reduzir a ação do PAI-1 (inibidor do ativador do plasminogênio), o qeu favorece a ação do plasminogênio e reduz a ação do fibrinogênio, reduzindo a formação de fibrinas e portanto de coágulos, reduzindo viscosidade do sangue e reduzindo a pressão arterial. Há trabalhos mostrando também que o chá verde reduz as nefropatias em ratos hipertensos, assim como as catequinas (especialmente epigalocatequina 3 galato) e os polifenóis exercem atividade antioxidante potente para reduzir a disfunção endotelial, o que minimiza a liberação de angiotensina (potente vasoconstrictor), além de favorecer o relaxamento do endotélio por manter a integridade das membranas celulares. Parte dos mecanismos hipotensores também se dá por inibião da expressão do gene da caveolina-1 (CAV-1), um potente inibidor da enzima eNOS. Inibindo CAV-1, aumenta formação de oxido nitrico, potente vasodilatador. Detalhe: tenho lido também que chá verde é capaz de reduzir hipetrofia ventricular (aumento do coração).

Quer estudar a fundo e quanto prescrever? Dá uma lida:

Am J Hypertens. 2007 Dec;20(12):1321-8.
Wei Sheng Yan Jiu. 2008 Jan;37(1):43-6.
J Nutr. 2008 Sep;138(9):1596-601.
J Nutr. 2009 Jan;139(1):96-100. Epub 2008 Dec 3.
Blood Coagul Fibrinolysis. 2009 Aug 26. [Epub ahead of print]

W-3, colesterol e obesidade

A ação dos ácidos graxos ômega-3 para redução dos triglicerídios ou triacilgliceróis tem sido vastamente estudada, e seu papel na redução da formação das VLDL, reduzindo a circulação das partículas ricas em TAG provenientes do fígado já está bem elucidada. Agora tenho lido sobre possíveis efeitos dos ômega-3 na redução do colesterol, porque alguns pacientes conseguem reduzir o colesterol com ômega-3, o que não é tão comum. Parte da explicação vem da atuação dos w-3 na LPL. A LPL é a lipase lipoproteica, enzima presente nas membranas endoteliais, secretadas por células musculares lisas e macrófagos e que parece exercer a função de promover a entrega do colesterol das LDL para as células endoteliais, e portanto possivelmente para a formação de uma placa de ateroma. Tenho lido que os ácidos graxos saturados podem estimular a LPL, enquanto os w-3 reduzem a atividade desta enzima, reduzindo a entrega do colesterol para a placa de ateroma. Além disso, se contarmos que são os macrófagos que captam a LDL para virar células espumosas e formar o núcleo da placa, os w-3 reduziriam a expressão das LDL nos macrófagos, portanto menos LDL e menos placa. Posso inclusive imaginar que como o tecido adiposo inflamado contém muitos macrófagos infiltrados entre os adipócitos, eles teriam menor capacidade de atrair colesterol e TAG para os adipócitos com os w-3, portanto, reduziria a hipertrofia de adipócitos, ajudando a tratar também a obesidade. Já há na literatura também que dos w-3, o DHA (frutos do mar) tem forte capacidade para reduzir a expressão de moléculas de adesão, VCAM e ICAM, reduzindo a formação da placa, além de reduzir a entrega de monócitos no tecido adiposo, reduzindo a chance de inflamação visceral.

Para ler uma boa revisão sobre as funcões dos ômega-3, publicada em 2008, basta clicar aqui.

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Medicamento mais barato para nutricionistas!!

O CRN-1 firmou convênio com a Ligmed e agora você nutricionista pode comprar medicamentos com descontos especiais.

Para aderir a esse convênio, basta ligar na farmácia Ligmed quando for efetuar a sua primeira compra e fornecer o seu número de inscrição como nutricionista. Na segunda compra o seu cadastro já constará do sistema. Mas fique atento: antes de confirmar o seu pedido, verifique o valor da taxa de entrega.

A Ligmed conta com uma loja física em Brasília na W3 Sul, Qd. 513, Bl. A, Lj. 41, fone (61) 4002-4400, e em Goiânia na Av. T-2, n. 1820, St. Bueno e na R. 9-A, 121, St. Aeroporto, fone (62) 3239-8646. Além da entrega em domicílio, a Ligmed disponibiliza um farmacêutico que oferece pronto atendimento em horário integral de funcionamento da loja.

Informa o CRN-1.

Você tem uma alimentação saudável?

O Ministério da Saúde do Brasil criou um pequeno questionário de múltiplas escolhas em que vc pode responder on line e ao final observar o resultado sobre seus hábitos alimentares. Para responder, clique aqui.

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Vitamina D e problemas respiratórios


Costumo dizer que 2008 foi o ano da vitamina D; desde então não param de surgir novas pesquisas e trabalhos cientificos mostrando a enorme importância deste nutriente. Mais recentemente tenho lido muito sobre estimulante do sistema imune, prevenção de câncer (cólon, fígado) com vitamina D (ela altera a expressão de uma série de genes, podendo estimular genes supressores e silenciar oncogenes) e ontem li dois trabalhos sobre doenças respiratórias. Diversos são os fatores que favorecem o desenvolvimento de doenças como asma, bronquite: privação de sono, estresse mental, excesso de treinamento físico, fadiga, hipotireoidismo, fadiga adrenal, disbiose intestinal , presença na dieta de lectinas, gluten, e a deficiência de vitamina D. Importante salientar que a vitamina D é formada na pele por ação dos raios UV em cima do colesterol encontrado nas membranas das células epidérmicas, por isso a importância do consumo e produção de colesterol, além da necessidade de tomar 15 a 20 minutos de sol diariamente com áreas expostas. Além disso, para que a vitamina D funcione, precisa ser hidroxilada primeiro no fígado (se o fígado estiver com esteatose por exemplo pode ter dificuldade neste processo), e depois novamente hidroxilada nos rins (enzima alfa 1 hidroxilase), órgão que também precisa estar funcionando em nível máximo para garantir a ativação da vitamina D, ou seja, dieta rica em alimentos diureticos, baixo consumo de fontes de sódio, não exagerar nas fontes proteicas. A deficiência de vitamina D tem se mostrado muito presente no Brasileiro, em Congresso recente de pediatras ouvi a recomendação de suplementação de vitamina D para crianças nos 2 primeiros anos de vida, mesmo com exposição ao sol. Talvez não precisemos de tanto, mas consumo de peixes, ovos, fígado, produtos enriquecidos com vitamina D, é fundamental.

Para ler mais: Vitamina D e doença pulmonar crônica

Vitamina D e saúde respiratória

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Leite de vaca reduz a pressão?!!

Aproveitando uma resposta que dei para um colega que tem acompanhado meus cursos, resolvi fazer esta postagem. Muito trabalhos recentes tem tentado fazer a correlação do consumo de leite de vaca com hipertensão. O leite tem mostrado efeito em alguns casos em virtude de 4 fatores: o primeiro é a presença de triptofano, indutor de serotonina, relaxante, sacietógena, reparadora do eixo H/H/A, regulador da pressão. O segundo é a presença dos glicomacropeptídios e proteínas do soro, melhorando a disbiose intestinal e regulando a produção de hormônios intestinais (CCK e GLP-1). Mas o que mais se tem pesquisado é a presença do cálcio como agente antihipertensivo
por estimular a calmodulina, necessária no metabolismo do óxido nítrico, excelente vasodilatador e mais atualmente os lactotripeptidios. Os lactotripeptídios são conhecidos como VPP (Valina-Prolina-Prolina)e IPP (Isoleucina-Prolina-Prolina) e parecem reduzir a ação da ECA (enzima de conversão de angiotensina), estimuladora de angio II e aldosterona. Entretanto os estudos ainda são muito inconclusivos, e poucos em seres humanos. Particularmente eu optaria pelas proteínas do soro do leite (NAN HA, Whey Protein, entre outros, que apresetam beneficios adicionais e menos incovenientes do leite integral). Quer dar uma olhada em uma metaanálise sobre os lactotripeptídios, clique aqui.

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Leite gera enxaqueca!!



O aminoácido glutamato é o principal neurotransmissor excitatório do SNC de mamíferos e participa de funções importantes como cognição, memória, aprendizagem e plasticidade neuronal. Porém, excessiva estimulação dos receptores glutamatérgicos pode resultar em morte celular, processo este denominado excitotoxicidade e que está associado à processos neurodegenerativos. A remoção do glutamato da fenda sináptica, que ocorre através de transportadores dependentes de sódio de alta afinidade, localizados principalmente nos astrócitos, é o principal mecanismo modulatório das ações glutamatérgicas e responsável pela manutenção de concentrações extracelulares abaixo dos níveis neurotóxicos. O Ácido quinolínico (AQ), um agonista NMDA, é uma potente neurotoxina endógena, cujo acúmulo no cérebro parece estar envolvido na etiopatologia das convulsões. o AQ estimula o sistema glutamaérgico, levando a situações de excitação e quem sabe a enxaquecas. Digo por isso por uma aluna que me relatou estes dias ter enxaqueca grave todas as vezes que bebe leite. A relação que ainda não está 100% elucidada, parece estar relacionada ao triptofano, aminoácido presenta no leite, que por ação da indoleamina dioxigenase e outras enzimas subsequenciais, produz o ácido quinolínico. Veja como o cérebro é impressionante e as pessoas são muito diferentes entre si, pois o mesmo triptofano do leite pode dar origem à serotonina e melatonina (enzima triptofano hidroxilase), relaxantes e inibidores cerebrais. Isto mais uma vez vem mostrar que dietas precisam ser individualizadas. O que vale para um, não vale para outro.

Você conhece o hidroxitirosol?


Tenho lido trabalhos científicos que mostram que o hidroxitirosol é um fitoquímico do grupo dos ácidos fenólicos com poderosas propriedades antioxidantes presentes de forma natural no azeite, e junto com o oleocantal, são os responsáveis pelo poder antioxidante e sabor amargo que caracteriza o azeite extra virgem.

Bioquimicamente, o hidroxitirosol é formado a partir da oleuropeína que por ação das enzimas b-glicosidases, que retiram a molécula da glicose da estrutura, formam o ácido elenólico que se subdivide em tirosol e hidroxitirosol. Esta ultima substância também está presente de forma natural em alimentos como o pescado. Mais atualmente li um trabalho que mostra o vinho tinto também tem esta subtãncia, e mais impressionante é que o etanol pode estimular o corpo a formar o hidroxitirosol. Ainda não discutido é a dosagem e em que circunstâncias metabólicas esta substância poderia ser produzida pelo corpo, mas na minha visão já acredito que a microbiota possa influenciar pois as enzimas glicosidades estão presentes no intestino delgado, cuja função é determinada pela participação dos lactobacilos.

Do que tenho lido as atividades mais preconizadas para o hidroxitirosol são inibição na formação de peroxinitrito, aumentar a atividade da glutationa peroxidase, quelação de metais pesados e proteção da LDL da oxidação.

Mais estudos prometem.

obs: se desejar ver a figura com mais detalhes, é só clicar em cima dela.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Obesos correm mais risco de ter tumor agressivo de próstata

Homens obesos têm mais risco de apresentar tumores agressivos de próstata e o dobro de chances de sofrer reincidência desse tipo de câncer, revela um estudo apresentado ontem pelo urologista americano Stephen Freedland no Congresso Brasileiro de Urologia, que acontece em Goiânia (GO).

Segundo Freedland, os obesos apresentam pelo menos quatro fatores de risco que levam a uma maior agressividade do tumor: diluição do nível de PSA (conforme o IMC [índice de massa corpórea] aumenta, diminui o PSA), aumento do hormônio feminino (estrógeno), crescimento da próstata associado à dificuldade de fazer a biópsia e aumento na produção de uma substância relacionada à insulina (IGF-1).

O médico defendeu a necessidade de se criar um índice de PSA (antígeno prostático específico, da sigla em inglês) ajustável ao IMC. "O obeso tem um volume de sangue maior e produz a mesma quantidade de PSA de uma pessoa normal. Então, o PSA fica diluído, com valor baixo, o que mascara o diagnóstico de câncer. Por isso, perdemos muitos casos iniciais", disse à Folha Freedland, professor e pesquisador do Centro de Próstata da Duke University (EUA).

O urologista Marcos Tobias, professor da Faculdade de Medicina do ABC e chefe do serviço de urologia do IBCC (Instituto Brasileiro de Controle do Câncer), afirma que, para compensar essa diluição, o PSA de obesos deve ser 30% inferior ao de homens com peso normal. Hoje, todos os homens com PSA superior a 2,5 nanogramas por mililitro têm indicação para fazer biópsia.

Tobias explica que as hipóteses que atribuem o surgimento do tumor em obesos a razões hormonais ainda são controversas. "Há uma série de teorias envolvendo hormônios. Algumas dizem que a gordura transforma a testosterona [hormônio masculino] em estrógeno [feminino], o que, em tese, protegeria os homens de tumores pouco agressivos. Ao mesmo tempo, aumenta os de mais agressividade, que não dependem de hormônios", diz.

Para Freedland, essa relação entre obesidade e câncer de próstata deve ser um incentivo a mais para que os homens percam peso, pratiquem exercícios físicos e adotem uma dieta alimentar mais saudável. O exame de PSA é recomendado para homens com mais de 40 anos que tenham histórico familiar e para todos com mais de 45 anos de idade.


Fonte da informação: 09/11/2009 - 10h02 - CLÁUDIA COLLUCCI da Folha de S.Paulo

domingo, 8 de novembro de 2009

Pré e Probióticos contra o excesso de peso e diabetes


As fibras em geral são conhecidas pelo seu efeito mecânico de produzir saciedade pelo preenchimento do estômago, assim como pela menor absorção de gordura via intestinal e consequente perda nas fezes. Entretanto, os trabalhos mais atuais estão vinculando as fibras aos seus efeitos metabólicos para redução de gordura corporal. Este trabalho de que falarei agora observou o efeito de fibras prebióticas, ou seja, que podem sofrer fermentação pelas bactérias probióticas. Estas fibras, são especialmente os frutooligossacarídios (FOS), os galactooligossacarídios (GOS), a inulina, o amido resistente e a polidextrose. Nesta publicação de 2009, o objetivo era de examinar os efeitos da suplementação de prebióticos sobre a saciedade e sobre os hormônios produzidos no intestino. Um total de 10 adultos saudáveis (5 homens e 5 mulheres) foram aleatoriamente divididos em 2 grupos que receberam cada 16g de prebióticos (teste) ou 16 g de maltodextrina (placebo) / dia por duas semanas. Ficou demonstrado que o tratamento com prebióticos aumentou a excreção de hidrogênio pela respiração (um marcador de fermentação de microbiota intestinal já que a fermentação de bactérias probioticas produz ácidos graxos de cadeia curta, hidrogênio - H2, metano - CH3 e dióxido de carbono - CO2) em 3-vezes e diminuiu as taxas de fome. Os prebióticos aumentaram o GLP-1 (peptidio semelhante ao glucagon) e PYY (peptidio YY), enquanto as respostas da glicose do plasma pós-prandial diminuíram. Esta redução com certeza pelo efeito de estimulo à liberação de insulina que o GLP-1 provoca nas células beta do pâncreas e os 2 hormônios são redutores da liberação de NPY no cérebro, provocando saciedade. Fibras prebióticas podem ser encontradas em alho, cebola, folhas verde escuras, brocolis, repolho, banana, tomate, batata, mel, entre outros.

Importante: é preciso ter bactérias probióticas no intestino para que esses efeitos possam acontecer, e a mastigação precisa ser lenta para que haja tempo suficiente para produção dos hormônios citados.

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Soja protege contra câncer.

Esta frase precisa ser ponderada. Estou terminando um artigo sobre nutrição e doenças da próstata a ser publicado no fim do ano ou começo do ano que vem, e um dos alimentos muito estudados nos ultimos anos na questão preventiva e tratativa deste tumor, é soja. Existe um trabalho de 2006 que a dieta a base de soja reduziu o antígeno prostático (PSA) mas não reduziu testosterona, ou seja, a dosagem do antigenp prostático é um marcador mas não de alta sensibilidade/especificidade pois se a testosterona continua alta, ela pode virar dihidrotestosterona (DHT) e induzir ao câncer. Vários trabalhos também tem mostrado que a genisteína, principal isoflavona encontrada na soja, pode ajudar na prevenção e tratamento por agir estimulando genes supressores do câncer de prostata. Os relatos mais atuais mostram que o gene BTG3(gene 3 de translocação de célula B) suprime o câncer de prostata, porem ele tende a estar silenciado em pacientes com esta patologia em virtude da hipermetilação. A genisteína parece reduzir a hipermetilação deste gene e ativar a modificação das histonas, ativando o gene BTG3, supressor do tumor. Mas é importante dizer que os trabalhos não são categóricos em dizer que consumir soja reduz câncer, em virtude do potencial estrogênico da soja, e o que tenho observado mais é a indicação da genisteína isolada ou do consumo habitual de soja, desde a infância, preferencialmente de soja fermentada (ex: tofu) para garantir as isoflavonas na forma aglicada, ou seja, sem estarem ligadas `a moléculas de açúcar (o que também aumenta indicação de não consumir produtos de soja que tenham adição de açúcar).

Vale dizer também que a soja não transgência tem mais isoflavonas que a transgênica. Para ver os valores, clique aqui.