segunda-feira, 29 de junho de 2009

Colesterol baixo e suicidio

Alterações comportamentais estão diretamente relacionadas aos niveis de colesterol. Diversos trabalhos tem mostrado que o metabolismo da serotonina e do GABA estão diretamente relacionados com o colesterol. Alguns artigos que li mostram que flutuações séricas de colesterol induzem modificações na concentração dos receptores de serotonina, possibilitando o surgimento de comportamentos prejudiciais impulsivos, como tentativa de suicidio. Há trabalhos em macacos submetidos
a dietas restritivas que apresentaram níveis de colesterol reduzidos, menor concentração de metabólitos de serotonina no líquido cérebroespinhal e maior incidência de comportamentos impulsivos e agressivos, quando comparados a animais que receberam dieta rica em colesterol. Além disso, o colesterol é precursor de pregnelonona, e quando o transporte mitocondrial desta substância no cérebro é aumentado, ocorre maior formação de neuroesteroides, que são moduladores alostéricos positivos de receptores gabaergicos, ou seja, estimulam o GABA, levando a menor numero de decisõs preciptadas ou impulsivas. Estas considerações são importantes pois a prescrição de medicamentos hipolipemiantes (estatinas) é abusiva, além da propaganda infundada (e as vezes defendida por nutricionistas mal infomados) de que colesterol é sempre ruim, colesterol mata, colesterol é vilão, etc. O que mata são as coisas fora do equilíbrio, em qualquer nível da vida. Por exemplo, pensando pelo outro lado, o excesso de colesterol pode levar ao excesso de GABA e por consequencia, inibição do SNC, com indução de depressão e perda de raciocinio lógico e perda de memória.

domingo, 28 de junho de 2009

Alimentos que controlam a TPM!!

Quer ter uma noção sobre alimentos relacionados à Tensão Pré-Menstrual, clique aqui e veja/ouça o vídeo.

Por que amônia é tóxica?


Amônia é um composto químico cuja molécula é constituída por um átomo de Nitrogênio (N) e três átomos de hidrogénio H) de formula molecular NH3. Produzida a partir dos processos de desaminação e transaminação, que envolvem a perda e troca/transferência dos grupamentos NH2 presentes nos aminoácidos. A concentração de amônia tende a aumentar nas situações catabólicas, onde as proteínas e aminoácidos corporais são degradados, por exemplo, jejum prolongado, doenças graves e consuptivas, atividade física intensa. A amônia é considerada um composto tóxico quando em altas concentrações, e por ter característica de aumento de acidez pode provocar nos músculos por exemplo, microlesões nas miofibrilas além da redução no potencial elétrico muscular, reduzindo a capacidade de contração e o rendimento por consequência. Amônia também não é bem vinda no cérebro. Seu aumento no principal órgão do corpo está relacionado à incapacidade parcial ou total do fígado em transformar este gás em uréia, o que a tornaria menos tóxica e mais fácil de ser eliminada via fezes e/ou urina. Nesta situação, a amônia tende a reduzir o potencial pós-sináptico (leva à redução do raciocinio imediato por exemplo), aumento na captação de triptofano (cujos metabólitos, entre eles a serotonina, são neuroativos provocando inibição/fadiga central), redução no ATP com perda de energia (amônia desvia glicose para formação de lactato no cérebro, reduzindo a formação de acetilCoa, com perda na função mitocondrial), aumento da osmolaridade intracelular dos astrócitos (pela formação de glutamina), que leva ao seu inchaço e vasodilatação cerebral, e aumento na sensibilidade e ativação dos receptores de GABA (neurotransmissor mais inibitório do cérebro). Pensando no sistema metabólico como um todo, aumento de amônia no sangue favorece a acidose metabólica, o que reduz a atividade de enzimas corporais que preferem pH em torno de 7,4 (ligeiramente alcalino), diminuindo as reações metabólicas como um todo, levando a quadros de falência geral. A redução da amônia e do estado de acidez excessiva no corpo deve ser combatido nutricionalmente com várias medidas, com uma ação central baseada em uma dieta que favoreça as funções hepáticas (detoxificação) e uma dieta de característica alcalinizante, que se retrata na prática com redução no consumo de cereais (especialmente os refinados), leite e derivados, carnes em geral (fontes de aminoácidos muito acidificantes e amoniogênicos - aproveite para responder a enquete ao lado) e açúcar e alimentos que contenham grande quantidade deste. Veja outras medidas para alcalinizar o pH clicando aqui.

quinta-feira, 25 de junho de 2009

De uma lado a obesidade, do outro a desnutrição!!

Sugestão do Marcelo Carvalho, "Chicken a la carte" foi considerado o curta metragem mais popular no Festival em Berlim em Fevereiro de 2006. Sejamos conscientes.
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Novos métodos para avaliar obesidade.

As classificações atuais de obesidade estão baseadas no índice de Massa Corporal(IMC), na circunferência abdominal e em outras medidas antropométricas. Embora estes indicadores sejam extremamente úteis para estudos da obesidade na população, os mesmos possuem limitações importantes quando aplicados aos indivíduos na prática clínica. Assim, estas medidas, não fornecem a informação na extensão da morbidade, bem como, sobre as limitações funcionais que guiariam a tomada de decisão nos indivíduos. É a partir disso que um novo estudo está saindo do forno (no prelo), propondo um sistema clínico e funcional novo e simples, baseado em revisões de sistemas de classificação históricos e atuais para a obesidade, que permita que profissionais que trabalham com obesidade possam descrever a morbidade e as limitações funcionais associadas ao acúmulo de peso. Os autores relatam que este sistema, quando usado juntamente à classificação antropométrica atual, fornecerá uma estrutura melhor para auxiliar à tomada de decisão na prática clínica.

Alimentos funcionais enriquecidos com fitoalexinas


Muitos alimentos são provenientes de plantas que naturalmente contêm compostos benéficos para a saúde humana e podem muitas vezes evitar certas doenças. As plantas que contêm fitoconstituintes com potente ação antioxidante e anticarcinogênica tem estimulado o desenvolvimento de novos alimentos funcionais. Estudo recentes tem tentando correlacionar as fitoalexinas como um componente nutricional. As Fitoalexinas (phyton - planta Alexin - que repele) são produzidas pelas plantas em resposta ao estresse, ataque fúngico, ou seja, agem como mecanismo de defesa da planta, portanto são encontrados especialmente em frutas e hortaliças orgânicas. Há propostas atuais para verificar se as fitoalexinas exercem atividade antioxidante, atividade anti-inflamatória, redutoras de colesterol, e mesmo atividade anticarcinogênica. As fitoalexinas mais conhecidas até o momento são o resveratrol (antocianinas das uvas), o phaseolamin ou faseolamina (feijões brancos ou favas), pisatina das ervilhas, gliceolinas na soja (isoflavonas), lignanas (linhaça)fitoalexinas cítricas, entre outras.

terça-feira, 23 de junho de 2009

Dicas sobre o blog!!

Pessoal, quando vc lê uma postagem e deseja saber mais especificamente sobre determinado assunto que podem estar em outras postagens vc tem 2 opções: veja no item "marcadores" se há o nome que deseja e clique nele.; aparecerão as postagens sobre aquele assunto. Ou vá no "pesquisar blog" (parte superior da página) e digite o assunto desejado.

Um abraço.

Você conhece a catalonha folha fina?

Folhas verdes podem ser excelentes fontes de potássio, magnésio, cálcio, vitamina C, vitamina K, clorofila, ferro, enzimas, entre outros. Interessante que algumas folhas são pouco conhecidas, veja alguns nomes:

- Catalonha
- Almeirão
- Alfaces
- Rúcula
- Chicórias
- Agrião
- Espinafre
- Bertalha
- Escarola
- Radichio
- Mostarda
- Couves
- Acelga
- Hortelã
- Manjericão
- Salsas
- Coentro
- Folhas de endro
- Folhas de brócolis

Experimente por exemplo, manga com pessego e salsinha ou banana, morango e alface.

Quem conhecer e tiver experiências com outras folhas, coloque nos comentários. Será muito bem vindo.
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2 eventos em Brasília na área de nutrição funcional

1- Curso Disbiose Intestinal e Curso de Destoxificação Hepática

Palestrante: Andréia Torres

Informações: http://www.qualitanutricao.com.br
Telefone: (61) 3242-3787

2 - Funcionamento intestinal é tema do Sexta Básica de junho

A quarta edição do projeto Sexta Básica aborda o tema Funcionamento Intestinal: a explicação de várias doenças, com a nutricionista Lidiana Castro. A palestra (gratuita) acontecerá no dia 26 de junho, às 19 horas, no auditório do LakeSide Hotel.

Os interessados podem se inscrever pelo correio eletrônico comunicacao@crn1.org.br.

domingo, 21 de junho de 2009

Desvendando as maçãs!!

A maçã tem se apresentado como um dos alimentos com grande propriedade no tratamento de várias enfermidades. Há trabalhos mostrando redução de câncer de fígado e cólon, bem acomo atividade no paciente diabético por redução da atividade amilase pancreática (baixo índice glicêmico) e estimular a diurese da glicose (mais um efeito para reduzir glicemia). Além disso, a maçã tem sido relacionada e efeitos inibidores de peroxidação lipidica, reduzindo a oxidação da LDL e do HDL, e até efeitos contra a toxina do vibrião colérico(cólera).
Boa parte destas ações se deve à grande quantidade de fitoquímicos presentes na maçã. Os principais são a quercitina, o ácido gálico, ácido málico, catequinas, ácido clorogênico, floridzina e floretina. Trabalho publicado por autores da Universidade de Cornell (EUA), mostra que dentre 11 alimentos, a maçã foi a segunda com maior propriedade antioxidante. Dentre as variedades da maçã, destacam-se as variedade fuji, gala e vermelha (bastante comuns em nossos mercados), pelo alto teor de ácido gálico e catequinas. O trabalho faz um apanhado importante de informações a respeito destra fruta, confirmando a necessidade da ingestão da casca da maçã, bem como a perda de muitos nutrientes quando da elaboração de sucos ou polpas. Os autores também avaliam que quando o suco da maçã é feito com outras frutas antioxidantes, a perda de antocianinas por exemplo é bem menor. Importante: vale lembrar que a maçã é uma importante fonte de fibras solúveis, fundamentais para a manutenção da saúde intestinal, saciedade para redução da ingestão calórica e que as fibras e vários outros componentes não são encontrados no chamado extrato padronizado de maçã, o que alguns pesquisadores defendem (cuidado com o lado comercial do que divulgam por aí). Fora o prazer de se comer um frango assado com passas e requeijão, feito com uma "cama" de rodelas de maçã (fuji ou gala, tem que ser azedinha).

Ex de suco: suco de maçã, maracujá e raspas de genbibre.

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Programa de avaliação antropométrica para crianças

Aos colegas que desejam programas bem interessantes para cálculo de antropometria para criancas de várias faixas etárias, visando diagnosticar deficits ponderais e/ou estaturais, a OMS disponibiliza 2 programas, que são o ANTHRO (avalição de crianças do nascimento até 5 anos) e o ANTHROPLUS (calcula IMC, PI, PE e AI de crianças e grupos de 5 a 19 anos).

Vale a pena baixar e usar. Totalmente gratuitos, disponíveis no site http://www.who.int/childgrowth/software/en/ e http://www.who.int/growthref/tools/en/


Bom proveito.

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Leite com cereal recupera melhor o músculo do que isotônicos


A recuperação muscular pós exercícios extenuantes é fundamental par manter a capacidade funcional do praticante de atividade física, visando a atividade seqüencial, seja no mesmo dia ou no dia seguinte. Além disso, a recuperação do conteúdo de proteínas musculares reduz a fadiga e acelera o tratamento de microlesões. Um estudo publicado no Journal of the International Society of Sports Nutrition, comparou dois grupos, um tomando um suplemento isotônico (6% de cho e eletrólitos) ao fim do treinamento e outro tomando 350ml de leite desnatado com 73g de um cereal integral, também ao fim do treinamento. Os autores observaram aumento significativo nos níveis de insulina com o cereal + leite (L+C) comparando com o isotônico, o que favorece a captação de glicose e reconstituição de glicogênio, bem como captação de aminoácidos para a célula muscular. Além disso, os níveis de lactato no grupo L+C foram inferiores ao grupo com isotônico, justificado pela maior captação de glicose pela célula muscular e rápida transformação em glicogênio, reduzindo sua transformação em lactato. O resultado mais significativo foi o aumento de mTOR (Alvo da rapamicina em mamíferos) e AKT, que são fatores de transcrição nuclear. A AKT por exemplo está envolvida com aumento na transcrição do GLUT4, o que favorece a captação da glicose. O mTOR é uma proteína quinase que apresenta forte indução de fosforilação e síntese proteica; já é bem conhecida a capacidade da leucina em estimular aumento de mTOR, e estudo objetivava verificar se o leite, que é uma fonte de leucina mas também de outros aminoácidos, também conseguiria estimular o mTOR da mesma forma que a leucina isolada, o que ficou comprovado. Este é um resultado importante pois reduz o custo para nossos atletas.

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Frutas podem ser tão ou mais antioxidantes do que suplementos


Li hoje um estudo que fala da capacidade antioxidante de frutas. O estudo desenvolvido por autores brasileiros, analisou a capacidade de várias frutas em sequestrar um radical chamado 1,1-difenil-2-picrilhidrazil(DPPH), reproduzindo a idéia de como agiriam os compostos antioxidantes destas frutas na inibição dos radicais livres dentro do nosso organismo. A pesquisa avaliou diversas frutas e mostrou diferenças importantes que podem ser vistas na foto postada acima. 1º - O teor de polifenóis das frutas é muito grande, e todos apresentam algum efeito antioxidante. 2º - Algumas tem mais efeito antioxidante em ambiente solúvel em água, inibindo a oxidação de compostos hidrossolúveis, caso da laranja, do mamão e do melão. 3º - Outras tem mais efeito antioxidante em ambiente solúvel em lipidios (acetônicos), inibindo a oxidação de compostos lipossolúveis, caso da goiaba e da pinha. 34º- E há aquelas que tem ação dupla similar, caso da acerola e do caju. 5º - Comparando com antioxidante químico de alto poder, o BHT (coluna mais a direita no gráfico) várias frutas mostraram ter ação antioxidante superior a esse composto.
A conclusão dos autores, trascrevo abaixo: "Frente à ação antioxidante exibida, as frutas podem ser apontadas como boas fontes de antioxidantes naturais que podem ser mais efetivas e econômicas do que o uso de suplementos dietéticos na proteção do organismo contra os danos oxidativos, portanto, o seu consumo deve ser estimulado."

Desejando ler todo o trabalho, clique aqui.

terça-feira, 16 de junho de 2009

Isso cura mais do que qualquer dieta

Chama-se, solidariedade. Emocione-se!!
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Nova proposta para pirâmide alimentar

Recentemente saiu artigo publicado na revista Nutrição em Pauta em que autores propõe uma nova orientação dietética para população baseada na pirâmide alimentar do ÍNDICE GLICÊMICO. Achei a idéia muito válida, pois trás propostas das quais venho defendendo há bastante tempo, que dietas de baixo indice glicêmico são preventivas de doenças crônico-degenerativas. O grupo de autores utilizou a tabela considerada como padrão mundial de indice glicêmico de Foster-Powell, e caracterizou a pirâmide separando especialmente onde se encontram os carboidratos complexos conforme o seu indice glicêmico. No topo da pirâmide uma separação importante entre as diferentes fontes de lipidios (óleos, azeites e sementes oleaginosas). Achei legal a idéia da separação mas não colocaria as sementes no ultimo nível mas no 3º nível. No nível das frutas, mais uma vez esqueceram das frutas ricas em gordura, caso do abacate, açaí, carne de côco seco, tucumã, pupunha, etc que reduzem muito o indice glicêmico. Mas muito válida a proposta e vamos aperfeiçoá-la. Serve inclusive para que alguns profissionais se atualizem e esqueçam uma idéia quase nada aplicável da chamada "nova pirâmide alimentar" que não é um consenso de organismo internacional nenhum, mas apenas uma proposta de uma universidade norte-americana, que tem idéias interessantes, mas que coloca óleos e gorduras como base da alimentação (impossível), além de indicar consumo diário de etanol.

obs: não tive como colocar a foto da pirâmide do indice glicêmico pois a revista não libera no site. Eu li o artigo na revista impressa.

sexta-feira, 12 de junho de 2009

Conheça o arroz de ouro!!


Na verdade, o nome comercial é arroz dourado (golden rice). Este arroz é transgênico, fruto do transplante de genes emprestados do narciso, uma erva nativa do Mediterrâneo, e da bactéria erwinia, para o genoma da Oryza Sativa, a mais popular espécie de arroz, obtendo assim um tipo de cereal muito mais rico em betacaroteno do que o arroz polido ou arroz integral tradicional. Existe o arroz dourado 1 e dourado 2, com menor e maior concentração de betacaroteno. Uma das dúvidas bastante recorrentes é se este betacaroteno teria atividade provitaminica A, ou seja, se já no corpo do ser humano, ele seria capaz de ser convertido em retinol, que é a vitamina A. Estudo publicado este mês mostra que o golden rice é realmente uma fonte efetiva de carotenóide com atividade de vitamina A.
Problema: o arroz dourado nunca foi plantado comercialmente no mundo e não há pedidos de liberação comercial dessa variedade no Brasil. O pedido de liberação comercial de arroz transgênico que está pendente no Brasil não é para o arroz dourado. A variedade em questão é o arroz Liberty Link, da Bayer, que foi feita para resistir ao agrotóxico glufosinato, também produzido pela Bayer. Eu particularmente não defendo a idéia dos transgênicos por vários motivos, entre eles exatamente o citado acima, que é o fato destes alimentos/produtos ficarem mais resistentes a pesticidades e agrotóxicos, o que faz com que se use neles, muito mais destas substâncias.

Ao invés disso, consumo o verdadeiro arroz dourado: arroz já pronto misturado com 3 pimentões amarelos batidos com creme de leite desnatado ou arroz feito com açafrão ou arroz feito com curry ou arroz feito com pequi.

Utilidade pública de saúde

Já estamos na fase de pandemia da gripe H1N1 - A empresa Novartis diz ter conseguido produzir a primeira vacina e já está fazendo os testes.
Veja algumas dicas do que fazer nutricionalmente contra a gripe, clicando aqui.

quinta-feira, 11 de junho de 2009

Quem tem mais vitamina C?


A pergunta feita na enquete promoveu uma briga acirrada entre as 2 maiores fontes, o camu-camu e a acerola. E aqui é preciso fazer algumas considerações. Quando analisamos polpa da fruta (polpa feita só da fruta, sem água), a acerola tem em média, 1500mg de vitamina C em 100g de polpa; o camu-camu apresenta média de 2500mg de ácido ascórbico em 100 de polpa. Entretanto, a acidez do camu-camu é demasiadamente alta, e fazer suco de sua polpa requer grande diluição, o que faz com que 100ml de seu suco tenha uma faixa de 300mg a 400mg de vitamina C. Já o suco de acerola, vai variar entre 570 a 590mg em 100ml.


obs1: vale lembrar que a recomendação média de vitamina C para adultos gira em torno de 90mg.
obs2: pimentões tem de 40mg a 80mg de vitamina C em 100g, conforme a variedade e a época de maturação. Quanto mais intensa estiver a cor (vermelha, amarela, verde, roxa), mais vitamina C. Em 100ml de suco de laranja puro há de 40 a 50mg de vitamina C. Para comparação, suco de caju tem 220mg; a salsa tem cerca de 140mg em 100g, mas em geral consumimos cerca de 10 a 20g, o que não a isenta de ser uma excelente fonte de vitamina C, desde que colocado no final da preparação ou batidas em sucos.

Imagem: frutos de camu-camu

Qual a melhor panela?


Barro ou cerâmica: retem bem o calor, ótimas para pratos ensopados, porém são muito porosas, e retém grande quantidade de microorganismos. Quase não tem metais tóxicos. A de cerâmica não pode ser esmaltada. Boas opções, apenas um cuidado especial com higienização.
Esmaltada: Descasca com muita facilidade, liberando metais tóxicos. Suporta pouco choques térmicos.
Aço inox: tem que ter fundo triplo pois o aço em si é mau condutor de calor. Se mantida adequadamente, quase não tem metais tóxicos, mas se riscada profundamente out trincada (pancada no chão) pode liberar alumínio e níquel, que fazem parte da sua composição.
Alumíno: ótima condução de calor, porém é forte liberador de óxido de alumínio, causador de vários doenças.
Antiaderente (PTFE - politetrafluoretileno) - Enquanto estiver integra, uma boa opção. Entretanto, o PTFE é um polímero plástico, logo, a partir do momento em que foi riscada, libera bisfenol, dioxinas, etc. Além disso, temperaturas superiores a 250ºC também promovem liberação destas substâncias, altamente danosas à saúde.
Vidro: não é porosa, não libera substâncias tóxicas, mas são pesadas e quebram com facilidade. Única em que se pode guardar alimento dentro, e colocar na geladeira.
NOVIDADE:
Silit-silargan: é uma nova tecnologia feita com aço ferromagnético fundido com uma cerâmica de alta tecnologia. Segundo os fabricantes, possui efeito bactericida e não libera metais tóxicos. Nunca usei; panela é preciso testar e esperar para ver artigos científicos. Parece ser promissora, só o preço não é atrativo; já vi de R$ 700 a 1000,00. A foto acima é de uma deste tipo.

Parabéns!!


Queria enfatizar a chegada aos 10.000 acessos ao blog, antes mesmo de completar 6 meses. Não tenho muito expeirência nisso mas acredito que seja um número importante, que retrata a veracidade e a credibilidade das informações aqui postadas. Agradeço mesmo a participação de todos, são vcs que fazem deste blog um campo de discussão e crescimento desta profissão fantástica; a arte de ser nutricionista!!

quarta-feira, 10 de junho de 2009

Você sabe o que é bounceback?


Eu também não. (hahahahehheheheh)
Quer dizer, ainda não sei qual a tradução para o Brasil, mas já conheço as indicações e estudos desenvolvidos.
Bounceback é um suplemento que contém enzimas proteoliticas (bromelaina e proteases retiradas dos fungos probioticos Aspergillus melleus and Aspergillus oryzae), curcumina retirada da raiz de tumérico(curcuma longa), stigmasterol, campesterol e betasitosterol (retirado de abacate, castanhas, cacau e soja), resveratrol (retirado de uma planta japonesa chamada Polygonum cuspidatum) e mais vitamina C.
A indicação deste suplemento tem sido para tratamento de atletas de alto nível que comumente apresentam fadiga pós treino, em especial, da chamada febre do músculo, ou tecnicamente, DOMS (delayed onset muscle soreness - dor muscular que surge atrasada/tardiamente ou dor muscular tardia).
Normalmente, estes atletas apresentam 2 a 3 dias após treinamentos intensos, rigidez, inchaço, perda de força, e dor, o que se acredita atualmente seja causado por ruptura excessivas das fibras musculares, ajudado pela concentração excessiva de ácido láctico, íons H+, amônia, e outros metabólitos tóxicos ao músculo.
Estudo publicado esta semana mostra que o uso deste suplemento (2 cápsulas ao dia) foi capaz de reduzir a PCRus, indicando redução da inflamação do músculo e redução da CPK, enzima que alerta sobre o nível de degradação da fibra muscular, além da diminuição da sensação de dor (leia o artigo para ver as perguntas que foram feitas para avaliar a influência da dor no exercício).
Para mim, tão importante quanto o resultado do estudo com o uso do suplemento, é saber que tudo que há dentro do suplemento, nós podemos colocar na dieta alimentar, veja: bromelaina (mamão), curcumina (açafrão e curry), esteróis (abacate, castanhas, etc), resveratrol (uvas e frutas silvestres) e vitamina C (largamente distribuida entre alimentos). Quando julgarmos necessário, em atletas de alto rendimento e com bons patrocinadores (custo), podemos utilizar o suplemento sem dúvida alguma.

Obs: esta postagem foi em homenagem a mais recente seguidora, Karina Danieli, que colocou uma pequena foto, correndo, o que serve de estímulo para todos nós.

terça-feira, 9 de junho de 2009

POLPA DE BANANA VERDE

No fim de semana ministrei uma aula sobre alimentos voltados para síndrome metabólica, e comentei sobre a biomassa da banana verde. Há algumas formas que diferem na maneira de fazer, mas eu prefiro assim:

Lave bem com esponja e detergente 10 bananas nanicas verdes, cortando as pontas sem deixar aparecer a polpa. Em seguida leve a uma panela de pressão de 7 litros com água fervendo, suficiente para cobrir as bananas. Conte 8 min a partir do inicio da pressão da panela, desligue e deixe as bananas cozinhando até o vapor escapar ou até totalizar 20 minutos de cocção. Separe as cascas das polpas e coloque as polpas bem quentes no processador/liquidificador, triture ate que fique uma massa homogênea (talvez precise de um poquinho de água). Armazenar em geladeira (ate 1 semana) ou congelar por 3 meses, em vasilhas de vidro ou na vasilha de gelo (plástico duro e novo, sem ranhuras para não haver contaminação de derivados de plástico ou microorganismos). Colocar um pouco de canela pode ajudar no sabor. O redimento é cerca de 500g.

Excelente fonte de amido resistente, fundamental para o controle da ecologia intestinal.

Sugestões:


Suco especial:
- Suco de 1 laranja
- 1 folha de couve
- 100 ml de suco de uva
- 1 colher de sopa rasa de linhaça
- 1 colher de sopa (ou 1 cubinho) da biomassa de banana verde
Bata os ingredientes no liquidificador e tome.


Sopa de banana verde e curry

PREPARO: 15 minutos
RENDIMENTO: 4 porções

Ingredientes
 1/2 cebola bem picada em cubos
 1 dente de alho espremido
 1 col. (sopa) de azeite
 2 bananas maduras, sem casca, cortadas em rodelas
 4 col. (café) de curry
 1 col. (café) de curcuma em pó
 1 litro de caldo de legumes, carne ou frango
 1 xíc. (chá) de biomassa de banana verde
 sal a gosto
 50 ml de creme de leite light

Modo de fazer
Refogue a cebola e o alho no azeite, acrescente as bananas maduras e misture o curry e o curcuma. Mexa até que as bananas se desmanchem. Acrescente o caldo e deixe ferver em fogo brando. Coloque a biomassa de banana verde e misture, em fogo baixo, até que a sopa ganhe consistência e a mistura fique homogênea. Adicione sal a gosto. Bata tudo no liquidificador. Depois, passe o líquido por uma peneira fina. Leve novamente ao fogo e acrescente o creme de leite. A consistência não deve ser rala ou muito densa. Corrija o tempero, deixando o sabor levemente picante e adocicado. A cor amarela intensa predomina, por conta da presença das especiarias.
Fonte desta receita: http://revistavivasaude.uol.com.br/Edicoes/18/artigo11175-2.asp



obs: fiquei sem babá de novo. Estou em falta com alguns compromissos profissionais, me desculpem, normalizo assim que voltar para casa. Se alguém souber de pessoas interessadas em dormir, por favor, coloquem uns dados mínimos no blog e formas de contato.

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Teste como está seu intestino

Clicando aqui vc acessa um link para responder algumas perguntas e verificar como está a saúde do seu intestino. Boa sorte!!

polpa de fruta congelada parece ter menos flavonóides


O que posso dizer sobre o comentário do Marcelo (obrigado por participar sempre):

Os principais compostos fenólicos presentes nas frutas são os flavonóides (antocianinas, flavanóis e flavonóis), os estilbenos (resveratrol, especialmente na uva), os ácidos fenólicos (derivados dos ácidos cinâmicos e benzóicos) e uma larga variedade de taninos (sabor adstringente).
As antocianinas podem ser degradadas durante o processamento e a estocagem de alimentos com consequente alteração da cor. O congelamento, um dos principais métodos de conservação de frutos, bastante utilizado na conservação da acerola, uva, açaí, graviola, mamão, cajá, abacaxi, entre outras, parece descaracterizar bastante a coloração natural do fruto, portanto, alterar o conteúdo de compostos fenólicos.
A variação do conteúdo de antocianinas deve-se à grande instabilidade deste componente. Os pigmentos naturais são afetados durante as etapas de processamento dos alimentos pela ação da luz, temperatura, oxigênio, íons metálicos e enzimas, conforme artigos demonstram.

Há trabalhos com suco de groselha negra onde a decomposição e a transformação de antocianinas durante o processamento foi de 25 e 30% durante o processamento, sendo o tratamento térmico a etapa mais destrutiva do processamento (leia aqui).

Eu continuo acreditando que a melhor forma de consumir todos os compostos bioativos é no vegetal in natura, quando não possível, no suco de fruta concentrado, sem açúcar e sem conservantes. obs: há trabalhos que mostram aumento na concentração de carotenóides em polpas congeladas.

sábado, 6 de junho de 2009

Suco de uva tem mesmo efeito de vinho tinto


Muito se propaga a idéia do consumo de vinho tinto seco para redução do risco de doenças cardiovasculares. As afirmativas e indicações nesse sentido são coerentes baseadas em inúmeras pesquisas que mostram que 2 cálices de vinho tinto por dia podem reduzir agregação plaquetária e reduzir o estresse oxidativo endotelial, reduzindo a pressão arterial, a hipercoagulação/trombose e formação de placas ateroscleróticas, redução do colesterol sanguineo e alguns outros fatores menores. Entretanto, vinho continua trendo alta concentração de etanol, o que pode desencadear vício em pessoas predisponentes, além de que é comum observar na prática, nos pacientes com hábito diário do vinho, hipertrigliceridemia e adiposidade abdominal, o que se justica pelo alto indice glicemico do vinho; além disso, álcool é um forte contribuinte para a hiperuricemia e outras doenças. Portanto, prefiro ir na fonte, ou seja, nas uvas roxas e pretas, e me certificando que os compostos fenólicos, resveratrol, e outros compostos presentes na uva, estão na mesma concentração nos sucos de uvas como nos vinhos, inclusive de uvas brasileiras como mostram trabalhos publicados no Brasil (para ver os artigos, clique nos números 1 e 2). E vou além: misturar suco de uva batido com maçã e morango, aumenta o teor de antiinflamatórios do suco além de carotenóides anticarcinogênicos, caso do licopeno do morango. E bater vinho com morango e maçã, não acredito que seja uma boa opção dietética, pensando em palatabilidade.

obs: use sucos de uva integrais, preferencia de garrafas de vidro, sem agrotóxicos e conservantes

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Plástico e sua saúde




Dioxinas, bisfenol-A(BPA) e ftalatos são compostos encontrados nos plásticos e que estão relacionados com uma série de doenças, e especial disturbios neurologicos (alzheimer, parkinson, esquizofrenia), diabetes, câncer, alterações na tireóide e na hipófise (leia artigo clicando aqui). Estes compostos agem como disruptores endócrinos, ou seja, alteram o metabolismo de glândulas, hormônios, receptores, transportadores, entre outros. O problema é que eles podem passar para os alimentos, quanto maior for o tempo de contato, em especial, se for utilizado calor e se no alimento ou na preparação tiver gordura. Quanto mais mole for o plástico, mais haverá contaminação. Portanto, tome alguns cuidados, tipo: não coloque alimento quente em vasilhas plásticas (estilo tapeware), não congele alimentos em vasilha plástica por longos periodos, não coloque mamadeira de criança ou tapeware em microondas, não coloque filme plástico em contato direto com o alimento, não compre azeite em vasilha de plástico, não tome isotonicos nem refrigerantes em vasilha de plástico e assim por diante.

Há trabalhos que mostram que individuos contaminados com bisfenol A apresentam aumento de fosfatase alcalina e GGT. Consulte um nutricionista para ser avaliado.

quarta-feira, 3 de junho de 2009

creatina aumenta força muscular e reduz a perda muscular


A creatina é um tripeptídio formado a partir da arginina, glicina e metionina (SAMe), e se concentra no interior das miofibrilaas musculares. Sua principal função é servir de veículo para o armazenamento de fósforo (mineral rico na capacidade de armazenar e liberar energia para o musculo), liberando este mineral para resíntese do ATP durante o exercício físico, especialmente os que são feitos em alta intensidade e muita força (ex: musculação). Trabalho publicado no Journal of the International Society of Sports Nutrition (junho 2009) ofereceu creatina junto com carboidratos para um grupo de praticantes de atividade física 5 dias antes de um exercício de força e alta intensidade, e depois por mais 14 dias, sendo a dose de 0,3g de creatina por Kg de peso (consumo médio por atleta de (21g/dia). O resultado foi um aumento na força muscular e redução nos níveis de creatina kinase, enzima que mede o nível de degradação de creatina muscular (efeito anticatabólico). (esse exame pode e deve ser pedido pelo nutricionista - dosagem de CK e dosagem de CK-MB). A ingestão de creatina com carboidrato favorece a absorção deste aminoácido.

terça-feira, 2 de junho de 2009

Ácido fólico em excesso pode levar à obesidade desde a gestação


É comum e recomendável que gestantes tenham alto consumo de ácido fólico em virtude da necessidade de promover metilação adequada do DNA das diversas células a serem formadas no feto. Entretanto, na nossa medicina é de praxe a suplementação com 5mg de ácido fólico, sendo a recomendação máxima (inclusive para gestantes) de 1000mcg ou 1mg, ou seja, 5x mais a dose máxima. Artigo recente desenvolvido em ratos, comparou grupos que receberam dose usual de ácido fólico enquanto o outro recebeu suplementação 5x maior. As ratas grávidas que receberam a suplementação (especialmente com baixa ingestão proteica) tiveram alteração em nível genético, no aumento na atividade de fatores de transcrição (alterações epigenéticas) que levaram à proliferação de células adiposas, aumento na concentração de triglicerídios, e redução na metilação dos receptores de insulina, o que pode favorecer o desenvolvimento da diabetes. É mais um estudo que mostra que fazer suplementação requer estudo e conhecimento e que muitos nutrientes não podem ser fornecidos ao corpo isoladamente. Metilação de DNA envolve ácido fólico, colina, betaína, piridoxina, cisteína, metionina, cobalamina, enfim, nutrientes com capacidade de doar grupos metil (CH3).

Procure um nutricionista, e bom.

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Obesidade aumenta a chance de ter câncer


Trabalho recentemente publicado por autores brasileiros mostra que individuos obesos tem maior propensão ao desenvolvimento de diversas formas de câncer. Os mecanismos principais envolvem aumento dos hormônios sexuais (testosterona e estrogênio), insulina e a inflamação (ativação do fator nuclear kappa B - NF-KB. O trabalho nos faz pensar em orientações dietéticas importantes, por exemplo, quanto ao menor consumo de carboidratos e preferencialmente quando ao consumo de carboidratos de baixo indice glicêmico visando redução na liberação de insulina, o que pode ser conseguido com a inclusão da fontes integrais e muitas fibras na dieta. Importante lembrar que os carboidratos, assim como as gorduras trans/hidrogenadas são fortes indutores de inflamação.

Foto: frutas roxas, vermelhas e pretas (silvestres) - excelentes fontes de nutrientes antiinflamatórios