quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Estresse ou Síndrome de adaptação geral e Nutrição

A Síndrome de Adaptação Geral (SAG) constitui um conjunto de reações não específicas desencadeadas quando o organismo é exposto a um estímulo ameaçador à manutenção da homeostase, ou seja, do seu estado de equilíbrio. Essa manifestação é constituída de três fases, que são a fase de alarme, fase de resistÊncia ou adaptação e fase de exaustão. O mecanismo fisiológico principal envolvido se concentra na liberação de hormônios a partir do eixo hipotálamo-hipófise-adrenal. Na primeira etapa dessa situação ocorre uma Reação de socorro, alarme, onde todas as respostas corporais entram em estado de prontidão geral ou seja, todo organismo é mobilizado sem envolvimento específico ou exclusivo de algum órgão em particular. É um estado de alerta geral, tal como se fosse um susto. Se esse Estresse continua por um período mais longo aparece a segunda fase, mais crônica, onde há um aumento no volume da supra-renal, hiperprodução de cortisol, hiperglicemia, concomitante a uma atrofia do baço e das estruturas linfáticas, assim como um aumento dos glóbulos brancos do sangue (leucocitose). Se o estresse continua, entra-se então no estágio de exaustão, onde o corpo funciona fora de sua reserva da energia e com alteração do sistema imune. As capacidades mentais, físicas e emocionais se esgotam. O corpo experimenta “a exaustão adrenal”. Os níveis de açúcar de sangue diminuem enquanto os adrenérgicos se tornam esgotados, conduzindo à tolerância diminuída do estresse, exaustão progressiva, doenças e colapsos mentais e físicos, como depressão, gripes, diabetes, câncer, doenças articulares, doenças autoimunes, especialmente tireoidianas e pancreáticas. Acho que é importante entender que a síndrome Geral de Adaptação viabiliza as atitudes adaptativas necessárias para a manutenção da vida diante de um mundo dinâmico e altamente estressor, ou seja, inicialmente ele é um mecanismo de defesa mas que cronificado,leva à doenças da modernidade.

Na próxima postagem, falo dos aspectos nutricionais.

4 comentários:

Fernando Carvalho disse...

Muito interessante esse texto. Li, pensando em determinado agressor, o açúcar (sacarose refinada) responsável pela hipertrofia do pâncreas e a gangorra da hiper/hipoglicemia, resistência insulínica,acúmulo de gordura no fígado e abdômem, glicação de proteínas (a mais famosa é a hemoglobina "glicosilada") sem contar as cáries.

Henrique F Soares disse...

Muito bem colocado Fernando. O agente agressor é costumeiramente um evento externo, mas a visão holística do paciente (ou seja, completa - nada a ver com religião), tem que nos levar a pensar que até mesmo um nutriente, um xenobiótico, um composto bioativo, em excesso, também leva á alteração da homeostase. Dificilmente provocará a SAG de forma aguda, que foi o que postei,mas levará à inflamações subclínicas e doenças crônicas.

Fernando Carvalho disse...

Olá, Henrique.
Cara, eu li muito sobre o açúcar e cheguei a conclusão que trata-se de um agressor polivalente que responde por um largo espectro de doenças crônicas. Minhas conclusões estão em "O livro negro do açúcar". Tem o propriamente dito que encontra-se no portal www.docelimao.com.br e um PDF disponível no scribd e no 4shared. O livro é revisto e melhorado em relação ao pdf. Me sentiria honrado se você desse uma lida.
Um abraço

Anônimo disse...

E aí? O que fazer para modular este estresse? Comer menos açúcar? Aumentar antioxidantes??