terça-feira, 15 de setembro de 2009

Óleo de côco extravirgem e obesidade


Trabalho brasileiro coordenado pelo Prof. Haroldo S Ferreira procurou demonstrar os efeitos do consumo de 30ml de óleo de côco extra virgem em mulheres (comparando com grupo que tomou 30ml de óleo de soja) e sua relação com medidas antropométricas e bioquímicas. Os resultados demonstraram perda de peso, redução do IMC, redução de colesterol e aumento do HDL no grupo que usou óleo de côco. Um dos pontos discutidos no trabalho foi que o óleo de côco conseguiu promovar maior liberação de insulina, o que realmente se vê em vários outros trabalhos que os ácidos graxos saturados, especialmente o ácido laurico (mais prevalente no côco), podem provocar este efeito. Detalhe: a dieta das participantes se tornou hipoglicídica com os óleos, portanto não foram os carboidratos que provocaram liberação da insulina. Um ponto importante a ser observado é que há trabalhos que mostram que os ácidos graxos de cadeia média podem aumentar o colesterol, porém a participação de compostos fenólicos do óleo de côco extra virgem podem ser determinantes nos efeitos positivos nos estudos em que o óleo é investigado. Ou seja, se for para consumir, tem que ser extravirgem, e não TCM puro ou leite de côco (pasteurizado), ou mesmo comer a "carne" do côco, que inclusive é rica em fibras. Importante também foi observar no trabalho que o grupo que usou óleo de soja teve redução significativa de HDL, o que está relacionado ao alto consumo de ácido graxos ômega-6 da soja. Outro fator fundamental, é que as moléculas de triacilgliceróis (triglicerídios) que são incorporadas nas células adiposas são pobres em gordura saturada de cadeia média, e estes ácidos graxos não necessitam de carnitina para serem oxidados nas mitocondrias, portanto se induz á perda de gordura e oxidação desta gordura, reduzindo o IMC e circunferência abdominal.

Queria agradecer ao Prof. Haroldo S Ferreira e sua equipe da Faculdade de Nutrição da Universidade Federal de Alagoas que gentilmente me cedeu o artigo para esta postagem e utilização no Congresso.

4 comentários:

Ana Flávia Máximo Nutrição disse...

Olá Henrique,
Uma dúvida: a maior liberação de insulina no longo prazo não é prejudicial?
Abraço
Ana Flávia

Henrique F Soares disse...

1 - Pode ser prejudicial a depender da pessoa, do momento do dia, etc. Se todo dia ela malha pela manhã e assim que termina a atividade, toma um belo suco, é recomendável a liberação de insulina.

2 - E ainda há sucos que não provocam liberação excessiva de insulina. Ex: maracujá, maçã e agrião. Não recomendo coar, portanto, as fibras estão presentes. Ex: suco de uva, mirtilo, quinua em flocos e biomassa de banana verde - baixissima liberação de insulina.

3 - Para mim, liberação de insulina a longo prazo é prejudicial quando adicionado de outros fatores como gordura visceral. Exemplo que vivo muito perto: meu chacareiro toma todos os dias, religiosamente um copo de 300ml de leite de vaca in natura com açúcar ou achocolato, há mais de 30 anos. Tem coisa mais hiperinsulinêmica que leite? O cara é ativo, fuma cigarro de palha, alimentação riquissima em vegetais, toma um dose de garapa todo fim de semana, magro, perfil lipidico melhor que o meu.

O que vc acha?

Ana Flávia Máximo Nutrição disse...

De acordo com a VP o seu chacareiro vai morrer a qualquer momento.rsrsrs
Ainda de acordo com que vimos no curso eu entendi que o aumento da insulina pode levar no longo prazo a resistência a insulina. Entendi errado?
Ou será que a resistência virá apenas se o estímulo hiperinsulinêmico é o carboidrato? Até porque nesse trabalho a ingestão de carboidratos diminuiu... Ah! Dúvidas cruéis..
ABraço
Ana

Anônimo disse...

Henrique uma duvida nesse seu artigo: comer o coco (carne) é bom mas aquele "leite" de coco (que se faz em casa betendo o coco ralado com um pouo de agua . não´é bom?)
Para obter os efeitos do estudo só adquirindo o oleo extra virgem?!!!
aabraços
Erica