quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Mal de Alzheimer

Na verdade o termo técnico mais correto é Demência ou Doença de Alzheimer. É uma doença comum já na terceira idade, especialmente a partir dos 65 anos e é diagnosticada por exames anatomopatológico, ou seja, normalmente são encontrados placas neuríticas com núcleo de próteínas amilóides e emaranhados neurofibrilares constituídos de proteínas que são fosforiladas de forma anormal (na maioria das vezes fruto no envelhecimento natural). O problema maior é o aparecimento excessivo das proteínas amilóides, em especial da fração b-amilóide,e uma dificuldade na sua remoção. Do que já li é que os neurônios possuem uma anormalidade no seu DNA que codifica a proteína precursora de amilóide de forma alterada, levando à formação de depósitos de β-amilóide, ocasionando a morte do neurônio, logo as alterações neurológicas comuns de quem tem Alzheimer. Umas das teorias mais estudadas é a hipótese baseada na apolipoproteína E (APOE). A APOE é uma proteína que se liga ao amilóide e o remove (funcionamento normal), porém, quando alterada, não se liga ao β-amilóide deixando de removê-lo, o que ocasiona um acúmulo. Aí vem o aspecto nutricional. Trabalho recente mostra que individuos com sobrepeso tem maior concentração de APOE4, são mais inflamados e esses dosi fatores foram correlacionados com maior chance de desenvolver quadros senis, especialmente o Alzheimer. Também já falei aqui no blog sobre a ação da canela e alzheimer. Portanto, estimule o cérebro sempre, mantenha-se dentro do peso, reduza a inflamação e alimentação equilibrada e balanceada. Eu tendo a pensar em aumentar a produção de Apo A e Apo C, apoproteínas presentes na antiinflamatória HDL e que exerceriam efeito contrário ao da APOE, mas ainda não tenho comprovações científicas para afirmar isto.

3 comentários:

Dri Viaro disse...

Super interessante essa matéria.
bjss

Lyly Cabral disse...

Olá Henrique.
O que vc pode informar melhor sobre o texto abaixo?

"Uma nova esperança contra o mal de
Alzheimer pode vir de uma substância chamada espectalina, isolada da árvore Senna spectabilis, também conhecida como cássia-do-nordeste

O composto atua inibindo a destruição do neurotransmissor acetilcolina, fundamental para o mecanismo de formação da memória no cérebro. Em matéria da seção Em Dia da ‘Ciência Hoje’ de março, você encontrará mais informações sobre o mal de Alzheimer, a pesquisa que identificou a espectalina e o mecanismo de ação dessa substância".

Lyly Cabral disse...

Ah! E quais são os alimentos funcionais contra a doença ou métodos de melhora?

Gratíssima
Líli