
Estudo que acaba de sair (junho 2009) sugere que fungos benéficos ao nosso intestino foram capazes de criar uma nova rota para dessaturação e elongação de ácidos graxos essenciais, ou seja, da série w3 e w6. Segundo os autores, a levedura ou fungo Saccharomyces cerevisiae foi capaz de promover formação de ácidos graxos novos, o 20:2 w-6 e o 20:3 w-3, por ação de uma enzima até então desconhecida, a delta 8-dessaturase. Por esse mecanismo, a formação do DGLA (dihiomogamalinolênico) que é precursor de eicosanóides da série 1, e do EPA que é precursor de eicosanóides da série 3 e 5 (todos antiinflamatórios), pode ser estimulada, o que traz benefícios em pacientes que porventura tenham polimorfismos para as enzimas tradicionais, especialmente as que inciam a cascata de dessaturação (delta 6 dessaturase. Isso traz à tona mais uma vez a importância de cuidar da ecologia intestinal, aumentando a presença da microbiota probiótica, por exemplo com levedura de cerveja, fonte de Saccharomyces cerevisiae, levando à menor inflamação e redução de doenças como diabetes, hipertensão, lupus, gota, artrite, dislipidemias, alergias, entre outras.
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5 comentários:
Olá Henrique!
Sou nutricionista e lendo seu texto sobre o estudo, fiquei com uma dúvida. Até então, a conduta nutricional em casos de candidíase era excluir alimentos fontes de leveduras, sendo o levedo de cerveja um deles. Isso, aparentemente, cai por terra? ou não?
Oi Marília, legal ter vc participando.
Eu particularmente acredito na retirada/restrição do excesso de alimentos fontes de levedura, alimentos naturalmente contaminados, fermentados. Mas acho ainda mais efetivo restringir/retirar fontes de sacarose (alimento para cândida), vinhos e queijos, castanhas em geral, cereais mal acondicionados e introduzir alimentos e CBA´s que possam combater a candida, como alecrim, orégano, ácido caprílico (TCM), alho, babosa, entre outros. Estas referencias bibliográficas abaixo mostram a S. cerevisae pode combater a candida, inclusive por concorrência. Associe as sacaromyces com lactobacilos e as bifidobactérias.
Fitopatol. bras. vol.30 no.1 Brasília Jan./Feb. 2005
Med Mycol;45(8):691-700, 2007 Dec
Mycoses;52(1):29-34, 2009 Jan.
Um abraço.
Olá Henrique!
Obrigada pelos esclarecimentos e pelas referências bibliográficas. A ciência da nutrição é dinâmica e isso que faz a nosssa área ser tão adorável. Você é muito competente e antenado. É um prazer visitar teu blog e faço isso com frequência.
Mais uma vez obrigada e um grde abraço
FANTÁSTICO POST, e fantástico site. Parabéns, pessoa consciente! Um abraço do Arnaldo V. Carvalho
Olá Henrique. Sou nutricionista e me interessei muito por esse artigo comentado por voce. Seria possível me passar a referência? Desde já agradeço. Parabéns pelo blog!
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